Em maio de 2011, na Pontifícia Academia de Ciências, no Vaticano, se reuniram 28 dos maiores especialistas mundiais em mudanças climáticas: meteorologistas, químicos, físicos, geólogos e oceanógrafos. Entre eles, vários que já ganharam o prêmio Nobel.
O motivo desta reunião abrangeu discussões a respeito do desaparecimento das geleiras e suas consequências, que poderá desencadear um desastre planetário.
"As geleiras estão desaparecendo de uma forma muito acelerada no mundo inteiro", afirma o argentino Jorge Rabassa, o único latino americano presente no conclave. Rabassa falou sobre as geleiras da Patagônia e afirmou que, até a metade do século XXI, seu derretimento será inexorável. "Isso terá um impacto muito grande nos recursos hídricos disponíveis. Além disso, é uma atração turística e faz parte de nosso patrimônio natural", termina Jorge.
Assim como as geleiras da Patagônia, as demais
tem um motivo para o degelo que está ocorrendo: o aquecimento global. Explicando
de forma simplificada, o aquecimento global é conseqüência das alterações climáticas
ocorridas no planeta, fazendo com que a temperatura média dele aumente. Ou
seja, esta modificação pode afetar a biodiversidade e desencadear vários
problemas ambientais.
Groelândia
Alguns estudiosos sobre o fenômeno afirmam que, a cada dia que passa, ocorre aumento no nível dos oceanos, desertificação, alteração do regime de chuvas, intensificação das secas em determinados locais, escassez de água, inundações, entre outras consequências negativas.
